quarta-feira, 30 de abril de 2014

das coisas que quero esquecer



Engoli o choro e tranquei as lágrimas no lugar mais obscuro dos meu sentimentos tanto que nem sabia de sua existência. Vomitei palavras duras e não aceitei qualquer frase de explicação que fosse dita. Eu só queria ir para casa.
Minha casa.
Meu quarto.
Minhas coisas.
Minha cama.
Meu mundo e a minha individualidade.
Respirei fundo e deixei o vento gelado bater em meu rosto como se isso fosse afastar a angustia e o nó na garganta que estava se formando.
"Respira fundo. Respira fundo." 
Sentia meu coração arder de ódio e pela primeira vez dormi depois de uma discussão sem chorar.
Lembro-me também de me sentir estúpida diante de pessoas que eu nem conhecia, a tola que tem uma pessoa a minha frente e desconhece-a quando esta longe. Estúpida porque nunca senti necessidade de olhar nada para comprovar nada porque era para ser o tipo de pessoa que não fazia coisas estupidas que magoam os outros.
Do rol de ações que não são justificáveis, aquelas que arremetem a falta de respeito com quem esta ao seu lado e no fim não tem muita diferença da pessoa que te trai para quem age sem medir consequências de palavras. 
E talvez percebo agora que a raiva que me consumiu era porque não era diferente de tudo que já ouvi, era completamente igual e ver isto tão escancarado na minha cara doía, aquelas atitudes que tanto me enoja no sexo oposto estava lá, sendo feita por quem eu não queria que fosse assim.
O circo encerra a sua palhaça com a seguinte indagação: Se tivesse sido eu, a base dos nome que seriam especificados a mim seria de vagabunda em diante.
V.S.R.
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