segunda-feira, 14 de abril de 2014

Carol, eu não gosto mais de você

OK. Eu não ligo mesmo.

Até a quinta séria do Ensino Fundamental eu me sentia muito burra, mas muito mesmo.
Na pré-escola eu tinha uma coleguinha que era filha de alguma professora da mesma escola (essas filhas  de professoras que tem a Tia só para elas, sic) sabia todo o alfabeto. Tudo bem porque aquela altura toda a "thurminha" também sabia, acontece que falava de trás para frente e ditava-o freneticamente sem errar UM! fdp!
E sabe aqueles execícios de matemática super simples mas que antes da subtração você tinha que pegar outros dados que não faziam sentido nenhum pra você de estarem ali e, multiplica-los e depois dividi-los para dai então fazer a bendita subtração? Meu Deus, que porra é essa? Como assim?

- Não entendi, prof

Mas não, não era isso que eu falava. Eu engolia a minha burrice pensando como a monga que senta ao meu lado entendeu. A vida era cruel comigo.



Mas graças ao deus que inventou o tempo e com o tempo as coisas mudam e até radicalizam, da sexta série em diante meu querido ninguém mais me segurou e dai sem perceber começou o meu inferno astral e terrestre.
Exercícios de matemática, química, física, geografia, trabalhos e tudo com que matéria sempre, sempre e sempre tinha um que queria copiar.

- Mas não copia igual, muda algumas palavras ai fio, porque né... Assim não dá!

E tudo bem para mim porque sinceramente eu nunca me importei, quem vai sentir a falta disto no futuro serão eles, certo? Errado. Nunca precisei daquela Bhaskara idiota que eu amava calcular, mas enfim, entenderam o recado.
Acontece que conforme você cresce e começa a formar o seu caráter, esta atitude começa a te perturbar de tal forma que você fica com sangue nos olhos só de ver que aquele folgado esta vindo na sua direção querendo o seu trabalho pronto. Eu que passei o final de semana sem final de semana! Eu não descansei ou até fiquei pilhada vários dias quando a coisa era mais cabreira de se resolver e ai quer assim, no duro, na verdade, no mole? Fácil, fácil?

Meus amigos, a minha lista de amigos reduziu significativamente.

Primeiro eu não fazia mais o trabalho ao ver que ninguém estava mexendo uma palha, com uma tática mais eficaz eu dividia ele em x número de partes igual a quantidade de integrantes (até porque nem todos eram escorados). Fazia a minha parte e ponto. Aquele papo de não estar conseguindo, a minha parte da pesquisa é a mais difícil e blá blá blá não colava mais. Eu podia estar mosquiando no meu serviço sem ter o que fazer mas a resposta era sempre a mesma.
Tudo bem que eles eram legais comigo e a grande maioria eu mantinha contato fora da instituição de ensino  mas, começou a ficar meio chato e ficou ainda mais quando as pessoas cortavam relações comigo quando eu cortava a mamada deles. Eu sentia uma cobrança horrível como se a responsabilidade de fazer o trabalho fosse só meu.

Triste.

Eu tive amizades bem interessantes e que me acrescentaram muito como pessoa mas se sentir sugada não é nem um pouco legal e não há (paciência nesta pessoa) tolerância que sobreviva a uma pessoa que procrastina só para pegar o negócio pronto. Cortei mesmo e como resposta a pessoa corta a "amizade" ou se afasta.
OK. Eu não ligo mesmo. Se não entendeu o recado "gosto da sua amizade mas vai lá ralar um pouquinho também neste trabalho" não posso fazer nada.

Obs.: E quando percebem que eu não vou correr atrás ficam mais bravos ainda? Quem entende.

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