segunda-feira, 28 de abril de 2014

True Detective

Você não assistiu True Detective? Pois deveria.



A série trás McConaughey e Woody Harrelson como Rust Cohle e Martin Hart,  dois detetives que passam nada mais nada menos que dezesseis/dezessete anos de suas vidas amarrados a investigação de crimes de um serial killer em Louisiana, USA. 
Com o assassinato macabro de uma prostituta com fortes indícios de rituais pagãs, a trama te prende do incio ao fim para o surpreendente desfecho além do fato de explorar o lado pessoal e mais profundo dos detetives, mostrando seus fracassos quanto a homem, esposo e pai de família. Com o decorrer da série as pistas vão ficando surpreendentes abordando temas como rituais pagãs, assassinatos de jovens e crianças, estupros em  paróquias, possíveis suspeitos descartados por pertencerem a alta sociedade e o tal e misterioso "Rei Amarelo" e por ai vai.
É incrível! E se você pensa que a cada episódio o desfecho vai abrindo, engana-se. Ficara ainda mais confuso com tantas informações, pistas e suspeitos chegando ao ponto de achar que o detetive Rust fosse o assassino serial killer, tudo porque ele filosofa sobre diversas questões da vida e o seu real sentido. A série se passa no velho oeste, possui uma trilha sonora incrível e te da uma baita lição de vida e moral, logo, você só percebe o quanto é feliz quando estes dias se acabam.


Esta é a música de abertura.

A série tem como inspiração o clássico autor do terror fantástico Robert W. Chambers (1865 – 1933). O artista e escritor americano teve uma das carreiras literárias mais bem-sucedidas de seu tempo e ganhou notoriedade com O Rei de Amarelo, uma coletânea de contos góticos publicada em 1895. A obra tornou-se referência na literatura do gênero e influenciou nomes como H. P. Lovecraft, Neil Gaiman e Stephen King. Fonte: Intrinseca
Então buscando mais sobre este Autor, achei na Intrinseca  um belo relato da obra e a publicação O Rei de Amarelo. 
O título da coletânea faz alusão a um livro dentro do livro — mais precisamente, a uma peça
teatral fictícia — e a seu personagem central, uma figura sobrenatural cuja existência extrapola as páginas. A peça “O Rei de Amarelo” nunca foi, de fato, apresentada, motivo pelo qual pouco se sabe sobre seu conteúdo. É certo apenas que seu texto, em dois atos, leva o leitor à loucura e condena sua alma à perdição, um risco que alguns aceitam correr, face à irresistível originalidade da obra: um misto de beleza e decadência. Em O Rei de Amarelo, Chambers aborda, de forma pioneira, a temática do medo do oculto, daquilo que não se conhece, tampouco se vê, mas que é tão terrível e assustador quanto.
A edição da Intrínseca, por reconhecer que se trata de uma verdadeira obra-prima, respeita a seleção de contos feita pelo autor para a primeira edição do livro e conta, ainda, com introdução e notas do jornalista e escritor, especialista na obra de Chambers, Carlos Orsi. 
Fonte: Intrinseca
Segue ai mais músicas da séria que ajudaram a dar o ar velho oeste sem lei, macabro.

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