quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Vida de Pós - Respeito Mútuo


 Se tem algo que a pós te livra é daquela bizarrice da graduação de colegas sem noção que nem sabem o motivo de estarem lá todas as noites, os perdidos iguais cegos em tiroteio, os acomodados, os que só atrapalham e aqueles que prestam para uma única coisa: fazer piada sem graça.
Quando se entra neste novo mundo de pós graduação, seus horizontes vão muito além do esperado, aqueles assuntos teóricos que não faziam sentido algum agora você os coloca em prática em uma empresa de verdade. Não há suposições de enunciados e dados previamente calculados para a análise; é sangue nos olhos e uma decisão equivocada por falta de informação ou conhecimento te resultará em perda monetária de real.
Nada são flores, é puxado, as vezes você se sentirá perdido nos assuntos e em outros momentos compreenderá melhor que todos porque cada um possui pontos fortes e fracos nos estudos e matérias. Porém mesmo em um nível um pouco mais elevado de estudos, isto não te privara da falta de respeito mútuo. Aquele ranço de menino pançudo em ser presunçoso e antiquado que quando leva uma catracada sempre tenta de alguma forma “sair por cima” da situação.
Eu realmente achei que esta fase já tinha ficado para trás junto com a turma de graduação, aquela que você não consegue nem olhar na cara de tanto nojinho que sente. É este o sentimento que rola depois de no mínimo quatro anos convivendo com pessoas estranhas, de jeitos estranhos, de ideias estranhas e comportamentos estranhos. Leia-se: tudo que você desgosta em outrem terá na sua turma de graduação, é karma de Dalai Lama.
Se tudo é possível neste mundo, é possível sobreviver pessoas com este tipo de comportamento e se materializar na sua nova turma de estudos. Neste momento vocês devem estar se perguntando “mas que raios de situação são estas afinal?”. Respondo: aquela antipatia de confrontar as pessoas tendo como pressuposto de que a informação que possui está correta e a sua, errada.
Aqueles comentários que quase dizem em voz alta “eu sou foda e descolada”, “estou nem ai para esta informação”, “vou prestar atenção depois porque agora está entediante, meu Facebook é mais legal”. Resumindo: A pessoa não cala a boca nas conversas paralelas mas se cala quando é perguntado algo sobre o assunto. E se tem algo que amo nesta vida é que tudo que se envia para o mundo e pessoas um dia volta, em dobro. Seu comportamento, sua postura, sua falta de respeito e outras coisinhas mais, um dia encontrará alguém com um pavio tão curto que nem irá bater boca contigo; irá te tratar com tamanha educação e provavelmente despejar alguma frase com no mínimo dez palavras mas, estas dez pequenas palavras te destruirão.
Vida de pós te ensinando que humildade não paira sobre todas as pessoas, que desejo por conhecimento não é a vontade de todos, que anseio de se empenhar e prestar a atenção não é uma qualidade comum, respeito pelos colegas e professores não é tão difundido e é aí que surge a pergunta: Estão fazendo o que aqui então?
Mistério.
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