quarta-feira, 30 de julho de 2014

Vida de Pós - A choradeira de cada dia e o TCC - Dica 01

Primeiramente gostaria de começar este post dizendo que fui bem na prova de Finanças Corporativas, aquela que passou mais de 40 dias entre a aula e o dia de avaliação, aquela que eu já estava com a cova pronta no ponto de começar a jogar terra em cima de mim mesma. Segundo, eu tenho esta tendência de me descabelar achando que é desta vez que vou para o saco e desembolsar mil e lá vai cacetadas (reais) para pagar e refazer a matéria; algo do tipo premonição mas bem furada, não dá para confiar. No fim, sempre vou bem.
Terceiro, é esta expectativa de prova mega hiper super fodástica que faz brotar em mim insegurança e como consequência eu estudo duas, três, quatro vezes mais. Dai a prova difícil vira uma tranquila para mim.

Eu já contei que uma vez neste mestrado sai de uma avaliação contando os pontos das possíveis questões que eu ACHAVA que tinha acertado. Não era somatória para atingir o mínimo para passar, era somatória para ver se eu tinha atingido o mínimo para ter direito a SEGUNDA CHAMADA, hahaha, foi triste e deprimente. Se você me visse naquela noite sentaria e choraria comigo porque, jesus, eu estava carregando correntes.
O esquema rola solto! HUSADHAUSHDA. Mentira   :-(

Então chegou as férias de fim de ano e eu parti feliz da vida para o Rio Grande, por mais de 20 dias não acessei minha área restrita com medo de melar as minhas férias ao ver a minha nota. Desespero total. No fim, em fevereiro quando a média foi liberada, fiquei com 8,5. EU SOU FODA. A pressão foi tanta naquela porra que mesmo fazendo os cálculos certos para mim estava tudo errado, tu-do ERRADO. Meu psicológico ficou tão perturbado que jurei nunca mais estudar marrom.

E pq quero ser FODA assim quando eu crescer. Então, nada de estudo meia boca  *_____*

Enfim, este final de semana eu passei 16 horas dentro de uma sala tendo uma lavagem cerebral sobre custo e suas inúmeras formas de apuração. Gestão de custos é um dos diversos segmentos informativos que a contabilidade faz e de extrema importância para análises, verificações, projeções, tomada de decisão e etc etc etc (além de compor o DRE). Custos não é difícil, o problema dele que é da TRABALHO (mas muito mesmo), precisa ter um sistema de informação completo e o óbvio, alimentado de forma correta além de controles extras muito bem elaborados.
- Ta Carol, mas o que isso tem haver com o post de hoje?
Nada. Só queria expor a minha opinião e escrever também que o professor era muito FODA. Ah, ele que é o coordenador da nossa turma, logo, nosso orientador do TCC.

Agora o foco, TCC. Este é o primeiro post sobre os vários que vou abordar dando dicas e afins.
Neste "findi" foi a primeira aula que abordamos o assunto e o princípio do princípio de elaboração de um trabalho de conclusão de curso é, é, é? Conhecer as regras.

-COMASSIMMM CAROOOL?!

Ou seja, se informar quais são as regras da sua IES quanto a este trabalho. Por exemplo: Na Pós-graduação da FGV o trabalho pode ser feito de três formas; UMA a apresentação de um plano de negócio na parte A (primeira parte), e na parte B (obviamente a segunda parte) o foco que você deseja estudar ou implementar neste plano de negócio. DOIS a apresentação de uma empresa de forma sucinta porém bem formulado (sua área de atuação, pontos fortes e pontos fracos, seus concorrentes, produtos, análise SWOT, organograma, etc), e na parte B a apresentação do antes e depois da empresa após ter implementado alguma ação relacionado a finanças, controladoria ou auditoria OU propor alguma ação para a mesma fazendo o estudo com base nas informações da mesma. TRÊS (a forma que mais amo) você pega aquela sua paixão avassaladora por algum área específica (lembrando que tem que ser relacionado a finanças, controladoria ou auditoria) e na parte A você apresenta todo o histórico deste assunto que faz palpitar seu coração (por exemplo, BSC) e na parte B você aplica-o em cima de dados de alguma empresa sem precisar ter toda aquela ladainha de apresentação da mesma igual ao jeito DOIS.
Ufa, cansei.
Resumindo, eu só tenho estas três formas. Uma graduação e dependendo dela (é claro), as regras mudam. Por isso antes de sair dando pulinhos de alegria sobre o que e a forma que irá fazer o seu trabalho, primeiro é bom saber as regras do que e como pode ser feito (normalmente esta escrito no Manual da IES).


Segunda informação interessante é saber que assunto já esta saturado. Claro que você pode fazer um estudo de caso da empresa Natura e ser mais um dos diversos trabalhos também realizados sobre ela. Mas o interessante é apresentar algo novo ou pouco abordado em trabalhos anteriores. Nosso coordenador mesmo já antecipou que não é para pega-la porque já existem mais de mil trabalhos sobre a Natura e, no fim, se tornou uma regra: NADA de Natura!
Terceiro ponto é o tema. Besta você que acha que o tema é a parte mais fácil, engana-se e muito viu. Escolher um tema não esta apenas relacionado à sua paixão de estudo específico; envolve também os materiais de trabalhos disponíveis. As dicas que eu dou são: primeiro faça uma lista dos temas que esta disposto a fazer, temas que te instigue e que desperte o seu interesse. Se pegar um tema chocho, na metade do trabalho você estará carregando correntes para produzir duas páginas. Segundo, com esta lista pronta faça um levantamento dos materiais bibliográficos; olhe se na sua IES há livros da teoria básica, média e avançado sobre o tema. Tendo o básico e o intermediário eu já acho interessante porque o avançado pode ser descolado na internet em trabalhos de tese e afins (revistas científicas). Veja também se há publicações de peso sobre o tema, se há leis (no caso de contabilidade, lei é o que não falta) e todas as fontes possíveis.
Depois de analisar suas opções e (claro menino pançudo) ter conversado com o seu orientador, é só correr para o braço.

Beijo na testa!
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