sexta-feira, 27 de março de 2015

Tô boa não...




 Parece que perdeu-se o sentido da palavra "respeito" neste emaranhado de conexões diárias que realizamos. São tantos meios de comunicação facilitados que até a deslealdade foi junto, igual criança birrenta que puxou tanto a barra da saia da mãe que ganhou o aval de "VAI, FODE TUDO DE UMA VEZ". São tantos casos de traição, filha da putagem, desrespeito e tantos outros que dá vontade de ir para o cantinho e chorar. Desisto da interação humana.

Ontem assisti 50 tons de cinza e digo, odiei. Odiei ele aparecer do nada nos lugares, de controlar ela, querer a eterna submissão ao ponto de pedir permissão se pode ir na casa da mãe (oi?) e jogar na cara dura “quero te foder no meio da semana que vem”. WTF! Odiei tanto que no fim do filme soltei um “bem feito” pra ele quando ela vai embora. 
Não passa de um filme e o próximo, do qual já até possuí data para começar as gravações, vai continuar retratando esta relação conturbada e nem um pouco saudável. O que de certa forma já me deixa broxada porque eu sei exatamente o que vai acontecer: ele vai correr atrás, ela não vai querer mais, ele corre mais um pouquinho, ela amolece, eles voltam e ele volta a ser o fdp. Continuemos com este pensamento “é só um filme” mas pasmem se quiserem, homens e mulheres manipuladores como o Sir. Grey tem a rodo por aí. Isso se chama relacionamento abusivo.

A semana começou de forma espetacular e conforme os dias foram passando, este espetacular foi virando em estresse irremediável. Senti vontade de levantar e ir embora sem olhar para trás e de fato o fiz. Infelizmente o ir embora limitava-se em “ir pra casa”. Não é grande coisa mas era o suficiente para cessar o ódio que começava a dominar.

Então você quer paz, tranquilidade, um abraço amigo, um ombro apaixonado e por último de uma lista interminável de coisas que você quer na noite de remediar o seu dia de cão é: a transferência de obrigação. Eu devo ter cara de “joguem seus problemas no meu colo que resolvo tudo”. Cá entre nós, estou pelas tampas de problemas, questões tão irritantes que começo a sentir meu corpo esquentar só de escrever sobre eles então, não, obrigada, não vou ir atrás de ninguém para perguntar o que acha de fazer um arroz com frango ou um banquete fenomenal no sábado à noite.


É, não estou muito interessada em correr atrás.
O ponto final se encontra ao ponto de partida, respeito. Esta faltando e eu estou sentido muito esta ausência. O respeito com relação ao espaço do outro, aos ombros que já estão cansados e que no mínimo o outro deveria respeitar isso e evitar colocar mais um saco inútil para pesar mais. O respeito de que ninguém tem que correr atrás de nada por você. De saber que namoro não significa namorada = mãe faz tudo. De que talvez o seu problema será facilmente solucionado se você tomar partido da coisa em vez de ficar cobrando outra pessoa que sinceramente, esta pouco se fudendo para ele.


Um pouco de desprezo economiza bastante ódio.

Vou tentar.
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