sábado, 7 de novembro de 2015

[Antes dos 30] Que bosta!

Relacionamentos são legais e prazerosos mas precisam de uma paciência de Jó e dão uma trabalheira danada para mantê-los em pé e em linha reta, rumo à algum caminho ainda um tanto desconhecido. Não vou mentir ou me fazer de companheira perfeita, porque esta ai algo que nunca fui - perfeita. 
Eu, como mulher, sou um bicho estranho. Passei literalmente toda a minha vida em relacionamentos de médio a longo prazo; nunca passei longos períodos solteira, apesar disto, não significa de que não me diverti e que não enfiei o pé na jaca algumas vezes. Sempre vivi, e vivo muito intensamente. Muito 8 ou 80, sem pausa para descanso ou reformulação de ideias; se é isto que o mundo esta me oferecendo estou cá eu caindo de cabeça.
Então, por hora, eu vou escrever como eu sou. Quem sabe mais alguém se identifica e nos abraçamos virtualmente pois não somos os únicos estranhos nos sentimentos dentro de um relacionamento.


Não sei qual razão lembrei desta música, mas toca ai enquanto lê a minha desgraça emocional.
Bom, se manter relações de amizades já é um tanto difícil com esta vida moderna e cheia de ocupações, imagina um namoro. Eu sou do tipo que preciso de espaço e quando escrevo espaço, é espaço mesmo. Deixa eu ficar em casa durante a semana e deixa eu fazer meus compromissos sem que alguém fique lamentando a minha ausência. Deixa eu ler meus livros e lavar as minhas roupas em paz.
Eu sou naturalmente uma pessoa que sempre assume muitos compromissos, obrigações relacionadas ao meu "melhor". Seja aulas de inglês, pós ou aulas de Muay Tay para dar um chega pra lá ao sedentarismo, e apesar de sempre ficar na correria faço-os com gosto. Mas, se colocar como obrigação diária correr todo santo dia para casa de fulano ou estipular regra que todo santo domingo tem que almoçar  com ciclanos - acabou simpatia. E este sentimento desenvolvo só em relacionamentos amorosos. Me da um desgosto horrível e falta de paciência porque deixou de ser legal, deixou de ser o momento do prazer e da diversão. Virou obrigação e obrigações, AFFS, já basta as minhas particulares.
Eu não sei porque desenvolvo ou alimento este hate obscuro. Só sinto que tudo aquilo é muito chato porque não estou indo pelos motivos certos - porque eu quero por exemplo - e sim pelo motivo mais nada a ver do mundo - to indo lá porque se eu não for vou ter que aguentar um milhão de minutos de reclamações.
Imagem do site da Gemma Correll
Este tipo de situação me mata. É a mesma coisa que a pessoa pegar uma agulha e ficar me furando inúmeras vezes, uma hora eu vou ficar muito puta. E a Gemma Correll que coloquei como imagem deste post de hoje representa o meu sentimento quando uma parte legal da minha vida se torna a parte chata, tudo porque eu tenho que estar lá faça chuva ou faça sol.
Amigo, deixa a chuva cair ou o sol torrar nossas cabeças, mas não me cobra presença obrigatória.
Eu gosto do meu quarto, gosto das minhas coisas e principalmente do meu espaço. É por esta e outras que vejo o quanto bate um sentimento de insegurança quando falam de casamento, e não especificamente cobrando de mim isto, falo no geral, pode ser direcionado a amigos meus. Imagina ter que sair do trabalho todo santo dia e ir correndo pra casa porque caso contrário já terá alguém te ligando - cadê você?! -  você perde o direito de mudar a rota de última hora, pagar aquela continha que esqueceu ou aquele happy hour decidido de supetão as 17:58 no trabalho.
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