sábado, 2 de novembro de 2013

INSPIRANDO: AZUL DA COR DO CÉU


Sua cor favorita não era mais rosa, era azul. Azul da cor do céu; clarinho no amanhecer, que ao entardecer vai ganhando uma cor escura, forte, profunda. Talvez como ela, profunda. As Barbies deixaram de ser suas melhores amigas, na verdade, agora ela se considerava uma pessoa sem rótulos, sem melhores amigas. Sem títulos.
Já não dormia mais abraçada com seu ursinho, e nem tirava tantas fotos sorrindo. Aliás, ela odiava seu sorriso. Saia pra fotografar paisagens e pessoas, dizia que amava espontaneidade. Escrevia textos nunca lidos em papéis amarrotados. Transbordava sentimentos nas palavras. Transbordava sentimentos em tudo. Era muito otimista, e meio que se orgulhava disso.
Insegura às vezes, confiante noutras. Sorria com os olhos. Era observadora. Gostava de olhar o céu, passava horas o decifrando. O pôr do sol, a entrada triunfante da lua. Gostava da ideia de que não importava onde estivesse, alguém no mundo olhava para o mesmo céu que ela. Era livre, leve, e solta. 
Não gostava de se apegar à pessoas, e coisas. Só aquelas mais marcantes. Porque a verdade é que ela era uma apaixonada por amores de arrancar o coração. Paixões loucas, aventuras. Gostava de livros, séries, se amarrava em olhares que diziam tudo, e sorrisos que tentavam esconder um pouco. 
Há quem diga que a base para conquistá-la era fazê-la sorrir. Que engano. Para conquistá-la era mais fácil do que arrancar um sorriso, bastava ser apaixonado pela vida, e estar disposto a vivê-la com intensidade. Bastava não ter medo de se perder na sua imensidão, azul da cor do céu...

Texto visto no Isabela Freitas
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