segunda-feira, 8 de junho de 2015

Sobre amor e perdas

Esta é a carta de Sheryl Sandberg, a executiva do Facebook que perdeu seu marido de forma inesperada e trágica, acidentou-se praticando exercício físico em um esteira e teve traumatismo craniano. Eles estavam de férias no México.
No dia dois de maio ela viu seu mundo cair e no dia dois de junho fez nós, espectadores de um mundo sem fim que é a internet, criarmos uma empatia e a entender a perda da pessoa que amamos. Li no site da Exame.


"Hoje é o fim do 'Sheloshim', os primeiros trinta dias de luto, para meu amado marido. O judaísmo denomina de 'Shiva' um período de intenso luto, que dura sete dias após o enterro de alguém querido. Depois do Shiva, a rotina pode voltar ao normal, mas é o fim do Sheloshim que marca a realização completa do luto por um cônjuge.
Um amigo de infância, que agora é um rabino, recentemente me disse que a oração mais poderosa que ele já leu foi: 'não me deixe morrer enquanto ainda estiver vivo'. Eu nunca teria entendido essa oração antes de perder Dave. Agora eu entendo.
Penso que, quando uma tragédia acontece, ela nos apresenta uma escolha. Você pode se render ao vazio que enche seu coração, seus pulmões, tira sua capacidade de pensar ou até mesmo de respirar. Ou você pode tentar encontrar o sentido de tudo isso. Nesses últimos trinta dias, eu fiquei perdida no vazio por muitos momentos. E eu sei que muitos momentos futuros serão consumidos do mesmo jeito por esse mesmo vazio.
Mas, quando eu posso, eu quero escolher a vida e o significado.
E é por isso que eu estou escrevendo: para marcar o fim do Sheloshim e dar de volta um pouco do que os outros têm me dado. Enquanto a experiência de doar é profundamente pessoal, a braveza daqueles que compartilharam suas próprias experiências tem me ajudado a me recolocar nos eixos. Alguns dos que abriram seus corações foram os meus amigos mais próximos. Outros foram totais desconhecidos que compartilharam sabedoria e conselhos publicamente. Então, eu estou compartilhando o que eu aprendi, na esperança de que isso ajude outro alguém. Na esperança de que exista algum sentido para esta tragédia.
Eu envelheci trinta anos nestes trinta dias. Eu estou trinta anos mais triste. Eu me sinto como se fosse trinta anos mais sábia.
Eu ganhei um entendimento bem mais profundo de o que é ser uma mãe, com a agonia que eu senti quando meus filhos gritaram e choraram, e com a conexão que minha mãe teve ao sentir meu sofrimento. Ela tem tentado preencher o vazio na minha cama, me abraçando firme toda noite enquanto eu choro até dormir.
Ela tem lutado para segurar suas próprias lágrimas para dar lugar às minhas. Ela tem me explicado que a angústia que eu estou sentindo é ao mesmo tempo minha e dos meus filhos, e eu entendi que ela estava certa quando eu vi a dor nos olhos dela.
Eu aprendi que eu nunca vou realmente saber o que dizer para outros que precisam de conforto. Eu acho que eu entendi tudo errado antes; eu tentei afirmar a todo mundo que eu estava bem, pensando que a esperança era a coisa mais confortável que eu poderia oferecer. Um amigo meu com câncer avançado me disse que a pior coisa que as pessoas podem dizer a ele é: "tudo vai ficar bem". Aquela voz na cabeça dele ficava gritando: "como você sabe que tudo vai ficar bem? Você não entende que posso morrer?". Eu aprendi nesse último mês que ele estava tentando me aconselhar. A real empatia é, às vezes, não insistir que tudo vai ficar bem, mas saber que provavelmente não vai.
Quando as pessoas dizem para mim "você e seus filhos irão encontrar a felicidade de novo", meu coração me diz: "sim, eu acredito nisso, mas eu sei que eu nunca mais vou sentir o prazer puro novamente". Aqueles que têm dito "você irá encontrar um 'novo normal', mas nunca será tão bom quanto antes" me confortam mais porque eu sei que eles estão falando a verdade.
Até um simples "como você está?" - na maioria das vezes, perguntado na melhor das intenções - seria melhor substituído por um "como você está hoje?". Quando me perguntam "como você está?", eu me esforço e me impeço de gritar: "meu marido morreu há um mês, como você acha que eu estou?". Quando eu escuto "como você está hoje?", eu percebo que essa pessoa sabe que o máximo que consigo fazer agora é viver cada dia.
Eu tenho aprendido sobre algumas coisas práticas que importam. Sabemos agora que o Dave morreu imediatamente, mas eu não sabia disso na ambulância. A ida até o hospital foi completamente lenta. Eu ainda odeio cada carro que não deu passagem, cada pessoa que se importava mais em chegar ao seu destino alguns minutos antes do que dar passagem para nós passarmos. Eu notei isso enquanto eu dirigia em diversas cidades e diversos países. Vamos todos sair do caminho! O pai, parceiro ou filho de alguém talvez dependa disso.
Eu tenho aprendido o quão efêmera cada coisa pode ser sentida, e talvez isso seja tudo. Que qualquer que seja o "tapete" em que você esteja, ele pode ser puxado de você sem nenhum aviso. Nos últimos trinta dias eu ouvi de várias mulheres que perderam os maridos que vários tapetes foram puxados. Algumas suportaram e lutaram sozinhas com o sofrimento emocional e a insegurança financeira. Me parece tão errado que nós abandonemos essas mulheres e suas famílias quando elas mais precisam.
Eu tenho aprendido a pedir ajuda, e tenho percebido o quanto de ajuda eu preciso. Até agora, eu tenho sido a irmã mais velha, a diretora de operações, a doadora e a organizadora. Eu não planejei isso, e quando aconteceu, eu não era capaz de fazer a maioria das coisas. Os mais próximos a mim foram os que comandaram tudo. Eles planejaram. Eles arrumaram. Eles me disseram para sentar e me lembrar de comer. E ainda fizeram muito para apoiar a mim e aos meus filhos!
Eu tenho aprendido que a resiliência pode ser aprendida. Adam Grant me ensinou três coisas que são essenciais para a resiliência e que eu posso aprender todas elas. Personalização: admitir que não é minha culpa. Ele me disse para banir a palavra "desculpa". Para dizer a mim mesma várias e várias vezes que não é minha culpa. Permanência: lembrar que eu não vou me sentir assim para sempre. Que vai ficar melhor. Infiltração: isso não vai afetar cada parte de mim. É a habilidade de permanecer saudável.
Para mim, começar essa transição de voltar para o trabalho tem sido salvadora, a chance de me sentir útil e conectada. Mas eu descobri que mesmo essas conexões mudaram. Muitos dos meus colegas de trabalho têm um olhar de medo quando se aproximam de mim. Eu descobri que eles queriam me ajudar mas não tinham certeza de como fazer isso. "Devo mencionar isso? Não devo falar disso? Se eu falar, o que diabos vou dizer?". Eu percebi que, para restabelecer a proximidade com meus colegas que sempre foram importantes para mim, eu precisava deixar eles entrarem. E isso significava ser o mais aberta e vulnerável que eu podia.
Eu disse para aqueles com quem trabalho mais que eles poderiam me fazer perguntas honestas, e eu iria responder. Também disse que tudo bem se eles quisessem falar de como eles se sentiam. Uma colega admitiu que estava dirigindo até minha casa frequentemente, em dúvida se entrava ou não. Outro disse que ficava paralisado quando eu estava por perto, preocupado que talvez dissesse a coisa errada. Falando abertamente do medo de dizer e fazer alguma coisa errada. Um dos meus desenhos favoritos de todos os tempos é um elefante na sala do telefone, escrito "isso é o elefante". Uma vez que enfrentei o elefante, nós pudemos tirar ele da sala. (Nota da tradução: a expressão em inglês "elefante na sala" significa quando uma verdade é tão óbvia que não dá para ser ignorada).
Ao mesmo tempo, há momentos em que eu não consigo deixar as pessoas entrarem. Eu fui a uma noite na escola quando as crianças mostram aos pais os desenhos nas paredes das salas de aula. Muitos dos pais, os quais também têm sido muito gentis, tentaram fazer contato ou falar algo que eles pensavam ser confortável. Eu olhava para baixo o tempo todo, para que nenhum deles me olhasse nos olhos, com medo que isso me deixasse pior. Eu espero que eles tenham entendido.
Eu tenho aprendido sobre gratidão. A verdadeira gratidão pelas coisas que eu tomava como garantidas antes, como a vida. Como alguém de coração partido, eu olhava para meus filhos todos os dias e agradecia por eles estarem vivos. Eu aprecio cada sorriso, cada abraço. Eu não vejo mais cada dia como garantido. Quando um amigo me disse que ele odiava aniversários e, por isso, não os celebrava, eu olhei para ele em meio a lágrimas: "Celebre seu aniversário, caramba! Você tem sorte de ter cada um deles". Meu próximo aniversário vai ser muito deprimente, mas estou determinada a celebrá-lo no meu coração mais do que eu jamais celebrei um aniversário antes.
Eu sou realmente agradecida aos muitos que ofereceram sua simpatia. Um colega me disse que sua esposa, quem eu nunca conheci, decidiu mostrar seu apoio indo de volta à escola para obter seu diploma, coisa que ela estava enrolando por anos para fazer. Sim! Quando as circunstâncias permitem, eu acredito, mais do que nunca, em aprender. E muitos homens, alguns que eu conheço e outros que eu sei que nunca irei conhecer, estão honrando a vida de Dave passando mais tempo com suas famílias.
Eu não consigo expressar a gratidão que eu senti à minha família e aos meus amigos que têm feito tanto para me ajudar, e continuam fazendo. Nos momentos brutais quando eu sou preenchida pelo vazio, quando os meses e anos me parecem vazios e intermináveis, só as faces deles me colocam de volta nos eixos. Minha gratidão por eles não tem fim.
Eu estava falando para um desses amigos sobre as atividades de pais e filhos que Dave não está aqui para fazer. Nós pensamos num plano para colocar ele nisso. Eu chorei para ele e disse "mas eu quero o Dave, eu quero a primeira opção". Ele colocou o braço em volta de mim e disse "a primeira opção não está disponível, então fique satisfeita com a opção B".
Dave, para honrar sua memória e colocar pra cima seus filhos como eles merecem, eu prometo fazer tudo que eu posso para me satisfazer com a opção B. E mesmo quando o 'Sheloshim' acabe, eu ainda estarei em luto pela opção A. Como Bono cantou "there is no end to grief... And there is no end to love".
Eu te amo, Dave."

sábado, 6 de junho de 2015

Poison



Eu poderia tomar cerveja no café e sanidade no almoço
Tentando esquecer o quanto te quero
Inocência para o jantar, coloque algo em meu copo
Tudo e qualquer coisa para me preencher
Mas nada me deixa tão extasiada quanto isto

Escolhi meu veneno, é você
Nada me mata como você
Você mira direto em meu coração
E estou indo em direção ao limite
Escolhi meu veneno, é você

Posso sentir seus sussurros deitada no chão
Eu tentei parar mas continuo voltando por mais
Eu sou fraca, e sei disso
Pois depois da primeira vez, continuei caindo, caindo
Mas nada me deixa tão extasiada quanto isto

Êxtase agridoce que você me causa
Me apaixonando profundamente, não consigo dormir hoje
E você me faz sentir como se estivesse louca
Mas está tudo bem, tudo bem, tudo bem


Escolhi meu veneno, é você
Nada me mata como você
Você mira direto em meu coração
E estou indo em direção ao limite
Escolhi meu veneno, é você




Do rol das músicas que são verdadeiros poemas  :)

quarta-feira, 3 de junho de 2015

nãnánánã

I want you baby, nãnãnãnánánã,
I want you baby, nãnãnãnánánã.



Estou sentindo a alegria da pessoa? Pois é, eu estou quase terminando meu primeiro livro de estudos de Inglês e isso que escrevi ali em cima é uma parte de uma música (que agora não sei o nome e estou com preguiça de dar uma googlada) em que me toquei sozinha que eu agora entendia o que ela estava cantando. Feliz define.
Quem é muito fodão em inglês já estará arquitetando na sua cabecinha o quanto eu sou principiante nesta língua e eu pergunto, qual é o seu problema? Pessoa infeliz carrancuda que não pode ver ninguém ficar contente. PQP. O mundo esta cheio de gente amarga, né?
Pois bem, no inicio desta semana teve na empresa em que trabalho uma palestra de aproximadamente uma hora, o assunto era as questões pouco reconhecidas do sucesso, ou algo parecido. A palestra foi muito boa e não falou nada do que já não saibamos. O velho problema é que nunca colocamos em prática. A velha prática tão difícil e enfadonha.


Sorrir.

Você sorri de manhã para as pessoas ou é daquelas que acorda azeda e com péssimo humor só porque teve que abrir os olhos. Esta aí algo que não entra na minha cabeça, o pedestal que inventaram para o comportamento anti humano. Não vou estipular como anti social porque as vezes um indivíduo limita seu circulo de amizade pelo próprio bem e não acho nenhum pouco egoísta esta decisão. Muito pelo contrário, é sábia. Saber diferir a linha do relacionamento saudável do ruim é algo que poucos dominam e normalmente quando colocam em prática este abate, os excluídos da vida chamam o cortador de anti social. No fundo não foi mais que uma limpa nas amizades.
Esta acontecendo uma idolatria surreal a pessoas sérias, fechadas e azedas. Por qual razão todo mundo quer parecer sério? Qual o problema de exalar alegria e bem estar?
Agora algo simples e que muitos não entendem: ninguém é obrigado a aguentar seu mau humor.
Estou ciente que ninguém é um poço de felicidade e que a alegria escancarada nas redes sociais não representam a realidade da vida do indivíduo O motivo? Não existe tanta gente feliz neste mundo, é um tipo de ostentação atual ser alegre vinte e cinco horas por dia. Mas o que isto te impede de tentar ser feliz, de salvar o seu dia, de transforma-lo em um BOM DIA?
Em nada, né.  =]

Então vamos parar de potencializar as nossas tristezas e decepções, as frustrações que nos tornam tão pequenos como um grão de areia e o pior, as expectativas. Esqueça um pouco o ontem e a ansiedade do amanha. Pare de viver em um grande ciclo vicioso de reviver suas grandes quedas, aquelas que te estraçalharam como ser humano, como pessoa, ou aquela que doeu tanto que você chegou a acreditar que nunca mais ficaria de pé, mas olhe para o espelho e veja que esta aqui hoje: EU. VOCÊ.
Estamos todas aqui apesar de todos e incontáveis poréns.

Acorde diva, porra.


Nascemos fortes e com tal determinação que ninguém pode dizer o contrário. Seja perfeita na sua forma de ser. Ame suas conquistas, potencialize seus desafios superados, bata no peito e sinta-se completa por ter chegado aonde esta. Pare de olhar a grama do vizinho, ela não esta tão verde quanto a sua. Faça seu trabalho com amor e com determinação.
Sacudir a poeira e retirar as camadas e mais camadas de passado dos seus ombros são tão importantes quanto respirar, pra quê ficar agarrada a situações e a rancores que você nem lembra mais o motivo?
Queira vencer na vida e vença. 
Não precisa acordar mostrando os dentes como se todos fossem dentistas, só levante bem consigo mesma e seja gentil com as pessoas a sua volta. Ninguém sabe o que esta acontecendo na vida do outro, gentileza não mata ninguém. Os dias serão tão mais leves, você vai ver  :D