quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Comportamento

Eu deveria ter nascido homem e não é uma opinião e sim uma constatação. Explico.

Quando criança sempre gostei mais de brincadeiras "radicais" ou mais ativas como jogar bola, brincar de betz, pega-pega, pique-esconde e a minha preferida, Polícia e Ladrão. Aliás foi nesta brincadeira que descolei dois braços quebrados a tira colo, ao mesmo tempo, caindo de um muro de três metros de altura. Coitada da minha mãe.
Então voltando ao assunto, cresci no meio de brincadeiras onde brincar de boneca, de casinha e de ser mãe esquentando a barriga do fogão nunca foram meu forte. Na verdade odiava quando as outras meninas me atormentavam pra brincar quando o entretenimento era isso. Gostava mesmo era de correr, pular, nadar (diga-se de passagem nado muito bem), subir em árvore, brincar com carrinhos (Carrinho com controle então, era o clímax dos meus olhos brilharem.) e dirigir.
Eu dirijo desde muito pequena. Minha motoca então que o diga porque descer de um barranco na Linha 6 (Leia-se chácara onde passei a 1° infância) com as pernas erguidas pra não levar uma pedalada nas canelinas raquíticas de tão rápido que rodavam... Só sendo doida mesmo. Falando em Linha 6 lembrei-me da terra vermelha, o que é normal no Rio Grande. Eu comia terra e o mais engraçado é que era gostosa. Que coisa. ¬¬'

Dirigir. Amo, sou louca fissurada em uma direção (me refiro ao ato conduzir e não por carros). É só um amigo aparecer com um modelo que nunca encostei minhas mãos no volante que logo viro uma pidona nata: Deixa eu dirigir, deixa eu dirigir!! E por ai vai.
Nesta tática já passou por minha condução Uno, Celta, Pálio, Hilux, F350, Gol, Saveiro, Estrada, S-10, Astra, Santa fé e Caldina.... E tantos outros que agora não lembro.


Mas como toda guria buchuda que inventa fazer coisas que não é normalmente de meninas (do seu bico), sempre quer coisas maiores, imponente e ai foi Caminhões Scania, Volvo e Merceds Benz. Detalhe, tanto engatado quanto só o cavalinho. E sim, já dei RÉ em um bitrem. SOU FODA!


Obviamente eu tenho um triunfo maior do que caminhões que é: Tratores! O primeiro foi um vermelho, antigo e cheio de charme do meu pai quando morávamos na chácara. A direção era dura o suficiente para uma criança de 4 anos (eu) não conseguir desviar dos tufos de grama e mato ou melhor, mante-lo na estrada. Eu agarrava aquela roda enorme na minha frente (porque puta que pariu, alguém se lembra como eram grandes as direções?) e ali eu ficava sem move-la um centímetro nem pra direita e muito menos para a esquerda. Como se minha vida dependesse daquilo.
Era muito bom. A emoção nem se fala. (*-*)

Não tem como descrever mas, vocês leitores que vem até aqui e não tem a vergonha na cara de deixar um comentário, podem ver! Isso ai, consegui a façanha de conduzir um trator e dessa vez foi um CBT Amarelo cheio de veneno e três desocupados em cima.  LEM nas tardes de Domingo
Curte ai eu apavorando..
É por isso e vários outros motivos que eu acho que nasci no sexo errado.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

E o que Realmente valeu a pena?

Em algum momento da sua vida já se privou de demonstrar todo o afeto que sente por alguém? Não precisa ser necessariamente um companheiro (a), falo no geral, amigos(as), família e afins.  Não me recordo de ter comentado aqui de que eu cresci muito sozinha, na infância da infância.. (rs) Minha irmã (que amo de paixão) tinha uma vontade louca de me matar então por precaução minha mãe me deixava sozinha dentro de um quatro com vários brinquedos e, quando estava com o braço engessado, com uma babá. Ou algo mais ou menos por ai, a ordem não altera o resultado.

Logo um pouco mais crescida sempre tive muita facilidade nos relacionamento humano, ou seja, uma pessoa tranquila Se é pra jogar conversa fora com uma desconhecida, desde que seja uma conversa agradável, por que não? Assim fiz muitas amizades que se mantêm até hoje. 

O que estou tentando escrever é que eu, particularmente, dou muito valor ou tento dar o seu merecido valor as pessoas que amo seja a um nível familiar, amigável ou de amor por outra pessoa. Mas, em alguns momentos não sinto uma segurança tão grande em expressar esse sentimento por tantos motivos imbecis que, me machuca. 
É como se você pudesse dar o mundo nas mão de alguém (coisas que pra você significam muito) ter vergonha de dizer e ao mesmo tempo sentir medo disso não deixá-la feliz. Não ser o suficiente, o bastante ou ser recebido com um  simples:  "ah ta, obrigado. Gostei".. 











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Sobre o Concurso que estou participando, ganhei o Miss Fotogenia, uma das premiações a parte que tem. Por escolha de dois fotógrafos da cidade  ^ ^

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

DA MARGEM DO PROFUNDO OCEANO VERDE


Toda vez que nós fazemos isto eu desabo por ela, onda após onda após onda, é tudo por ela. "'Eu sei o que pode estar errado"' Eu digo (e eu mentirei para mante-la feliz)  com tanto que você saiba que hoje eu fiquei. Aqui com você. Aqui com você...
E então nós observamos o sol nascer da margem do profundo oceâno verde e ela escuta com a cabeça pegando fogo pois ela quer acreditar em mim. Então eu tento levantar minhas mãos ao céu. Renunciar. Lembrar. Nós ficaremos aqui para sempre e nunca dizer adeus.
Eu nunca estive tão brilhante, veja como era a minha cabeça antes! Eu nunca estive tão maravilhoso, você quer mais.


E tudo o que eu quero é ficar assim, eu e você sozinhos. Um beijo
secreto e não vá para a casa, não vá embora. Não deixe isto acabar. Por favor fique não apenas por hoje "'nunca, nunca, nunca... Deixe-me ir"'.  
Ela diz "'me abraçe por milhares de dias'".
Eu desejo apenas parar. Eu sei que outra hora meu coração vai quebrar. Tantas lágrimas. Tantas vezes. Tantos anos eu tenho chorado por você. Quanto mais poderemos aguentar isto? Bebendo a seco. Pegando esta droga? Procurando por algo que sempre vem, exceto algo. Nós sempre vamos querer? 
Eu apenas estou me libertando. Ela se pendura na minha frente, seu vestido se escorrega como uma bandeira no chão e as mãos para o céu se entregando toda...
É sempre a mesma coisa: Acordar na chuva. Cabeça em dores. Pendurar a vergonha. Um nome diferente. O mesmo velho jogo. Amor em vão. E milhas e milhas e milhas e milhas e milhas distantes de casa de novo.
From the edge the deep green sea - The Cure